Covid-19 · Resumo · Semana 45 · Semana epidemiológica

ResumoDF – #14

Semana epidemiológica 45
(DE 01 a 07 de novembro)

A situação da epidemia de Covid-19 no Distrito Federal (DF), na semana 45, mostra o quadro abaixo.

O número acumulado de casos confirmados subiu de 213.245 na semana 44, para 215.850 na semana 45, desde o desde o início da epidemia.

| Números de casos confirmados |
MonitoraCovid-19@Fiocruz https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/ Acessado em 11/11/2020

 

O número de casos novos confirmados nesta semana foi de 2.605 . Para efeitos de comparação, na semana 44 foram 4.484 casos novos, ou seja, tivemos uma diminuição significativa de número de casos novos esta semana.

| Números de casos novos |
Última Atualização 10-11-2020 às 22:00 | Ministério da Saúde e Secretárias Estaduais | https://covid19br.wcota.me
| Evolução diária de casos confirmados |
Portal Covid-19@GDF – Acessado em 10/11/2020

 

A taxa de incidência, no ano de 2020, na área geográfica do DF, mostra que o número de casos novos para cada 100 mil habitantes, subiu de 6.985, na semana 44 para 7.088 na semana 45.

| Número de casos por 100.000 hab |
| (Incidência) |
MonitoraCovid-19@Fiocruz https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/ Acessado em 11/11/2020

 

Já é sabido que o número de casos confirmados está diretamente relacionado à quantidade de testes disponíveis e realizados, medida que impacta os dados epidemiológicos, uma vez que quanto menor o número de testes realizados, menor a capacidade de identificar novos casos e controlar a transmissão pelo monitoramento dos contatos.

Em relação à quantidade de testes efetuados no DF, de acordo com Painel Covid 19 no Distrito Federal, a quantidade total de testes RT-PCR rápido e Sorologico realizados desde o inicio da pandemia está demonstrado no quadro abaixo.

Painel COVID-19 no Distrito Federal Atualizado em 10/11/2020 17:40:00

 

De acordo com a orientação do Lacen DF, “A metodologia utilizada é o diagnóstico molecular através da técnica de RT-qPCR (PCR em tempo real). A capacidade de testagem é definida pela capacidade analítica dos equipamentos instalados (extratores automatizados de RNA, termocicladores, etc), assim como pelo quadro técnico responsável pela execução dos testes.

Testes rápidos (IgM/IgG) NÃO têm função de diagnóstico de infecção por Covid-19. Têm relevante utilização no mapeamento do estado imunológico de uma população (que já teve o vírus ou foi exposta a ele). Este mapeamento pode contribuir de forma positiva no processo de relaxamento das medidas restritivas, ou seja, o mapeamento imunológico tem significativa relevância para o controle pandêmico, na avaliação e planejamento do retorno das atividades.

Segundo o Laboratório Central de Saúde do Distrito Federal (Lacen-DF) “O teste deve ser realizado apenas em pessoas sintomáticas, que receberam diagnóstico de síndrome gripal. Devem ser realizados a partir do oitavo dia do início dos sintomas de síndrome respiratória, como febre, tosse, dificuldade para respirar ou dor de garganta, para detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.”

Com tal decisão a autoridade sanitária do GDF deixa de realizar testes em contatos (pessoas que tiveram contato com indivíduos com teste positivo para Covid-19, identificadas a partir de rastreamento epidemiológico), o que faz com que não se detecte casos assintomáticos ou com sintomas leves.

O número absoluto de óbitos acumulados em todo o DF subiu de 3.683 na semana 44 para 3.728 na semana 45. Um registro de 45 óbitos nesta semana.

Nos gráficos abaixo podemos verificar a evolução dos números de novos óbitos diários.

MonitoraCovid-19@Fiocruz https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/ Acessado em 11/11/2020

 

| Evolução diária de Óbitos por Data de Ocorrência |
Portal Covid-19@GDF – Acessado em 10/11/2020

 

A taxa de mortalidade por Covid-19, que mostra o número de óbitos para cada 100 mil habitantes, aumentou de 120.65 na semana 44 para 123.14 na semana 45.

| Número de óbitos por 100.000 hab |
| (Mortalidade) |
MonitoraCovid-19@Fiocruz https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/ Acessado em 11/11/2020

 

O número de leitos de UTI no setor público exclusivos para pacientes de Covid-19 apresenta uma diminuição em relação à semana anterior, conforme quadro abaixo. Estes leitos são ocupados somente por pacientes confirmados de Covid-19. Na semana 44 a taxa estava em 50,58%, e, nesta semana 43,35%. Esta taxa é bem flutuante e altera várias vezes diariamente. A taxa verificada no quadro abaixo foi acessada em 11/11.

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 11/11/2020

 

Quanto aos leitos de enfermarias para Covid-19 a taxa de ocupação teve um aumento de aproximadamente 3% nesta semana com uma taxa de ocupação de 57%. Na figura abaixo podemos verificar a quantidade total de leitos e suas ocupações.

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 11/11/2020

 

A taxa de ocupação hospitalar diminuiu na rede particular passando de 70,91 % na semana 44, para 64,88% na semana 45 no que se refere a leito para adulto específico para Covid-19. Porém a taxa de leito pediátrico específico para Covid-19 que na semana anterior estava em 0% de ocupação, esta semana está com 50%, conforme verificamos no quadro abaixo.

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 11/11/2020

 

O cálculo do número reprodutivo efetivo é realizado a partir do número de casos confirmados, por data de início de sintomas de todos os casos confirmados. A evolução da Covid-19 pode ser avaliada em função do R(t), que representa o número de sua reprodução. Se o valor de R(t) for maior que 1, significa que a pandemia está avançando, se R(t) for menor que 1, a pandemia mostra-se em descenso. O R(t) é estimado a partir dos casos notificados oficialmente. Estudos ​indicam que há subnotificação dos casos de COVID-19, isto é, há casos de contaminados não identificados e, consequentemente, não computados nas estatísticas oficiais. O Boletim COVID-19 DF – 14 da Prepidemia da UnB, de 11 de novembro, aponta um R(t) de 0,90 para o DF (considera DF = Plano Piloto), porém quando olhado o R(t) por Região Administrativa (RA) temos a seguinte situação:

PrePiedemia@UNB

 

Com a seguinte definição dos níveis de criticidade da evolução da doença em função do número de reprodução.

 

As RAs Paranoá, ParkWay, RiachoFundo II e Sobradinho II registraram R(t)acima de 1, o que indica o crescimento da epidemia nesses locais (transmissão em expansão).

Em resumo

Para melhor compreensão dos conceitos e funções dos indicadores de incidência e taxa de incidência utilizadas neste boletim e para esclarecer dúvidas surgidas sobre estes indicadores achamos necessário um esclarecimento antes da apresentação do resumo final.

INCIDÊNCIA

Conceito

Refere-se ao número de casos novos confirmados de Covid-19, na população residente em determinada área geográfica, no ano considerado. Em geral, o período considerado é de um ano, o que permite futuras avaliações da tendência da doença em uma série histórica, de cinco anos, por exemplo.

Entretanto, a unidade de tempo pode ser menor do que um ano; pode ser um mês também. Em casos de doenças infecciosas agudas, pode-se mesmo trabalhar com a incidência em cada semana, ou até mesmo em cada dia.

A definição de caso confirmado de Covid-19 baseia-se em critérios adotados pelo Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica do SUS, específicos para a pandemia.

Quando nos referimos, neste boletim, ao número de casos novos confirmados, estamos nos referindo ao indicador de incidência. Mostramos a incidência no ano de 2020, como número de casos novos acumulados no DF desde o início da epidemia; e mostramos a incidência semanal ao indicar o número de casos novos em cada semana epidemiológica.

Como se calcula

Soma-se o número de casos novos de Covid-19 entre os residentes em um espaço geográfico (o Distrito Federal, no nosso caso), durante o período que se define (ano, mês, semana ou dia). Aqui mostramos a incidência anual (2020) e a incidência semanal, por semana epidemiológica.

Qual sua função

A incidência indica a frequência, anual, mensal, semanal ou diária, de casos novos confirmados de Covid-19, na população de um espaço geográfico determinado. A ocorrência de casos, nesse espaço geográfico, indica condições favoráveis à transmissão da doença, no período definido.

A incidência serve para analisar variações temporais ou geográficas da frequência de casos novos, no período escolhido, como parte dos subsídios para o planejamento, gestão e avaliação de políticas e ações de prevenção e controle da doença.

Exemplo de série temporal ou histórica

Número de casos novos confirmados (incidência) de Covid-19, por semana epidemiológica, no DF, em 2020.

Observa-se que o número absoluto de casos novos confirmados (ou incidência) de Covid-19 no Distrito Federal vem apresentando comportamento decrescente, especialmente a partir da semana 41, com um leve acréscimo na semana 44, que pode ser devido ao atraso do envio de dados ao sistema nacional na semana anterior.

Limitações

A qualidade dos dados depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância em saúde e dos serviços assistenciais para detectar, notificar, investigar e realizar testes laboratoriais específicos para a confirmação diagnóstica de casos de Covid-19, sejam eles assintomáticos, leves ou graves.

A análise de séries temporais deve ser cautelosa, levando em conta o processo de implantação do sistema de notificação na rede de serviços, a agilidade do fluxos de notificação desde o município até o sistema nacional de informações, a evolução dos recursos de diagnóstico (sensibilidade e especificidade das técnicas laboratoriais, o número de testes realizados e o rigor nos critérios de definição de caso de Covid-19).

Para se obter maior fidelidade dos dados, pode-se colocar no denominador, em lugar da população total (número presumível de suscetíveis), a população total menos o número de indivíduos que já foram infectados, considerando que, caso a Covid-19 confira imunidade duradoura, estes não estarão mais incluídos na população de suscetíveis. Porém, considerando a dificuldade de saber: i) quantos indivíduos realmente já foram infectados, ii) a incerteza científica da duração e da qualidade da imunidade adquirida, e ii) a subnotificação existente, esta substituição do denominador não é aplicada nas análises de rotina.

TAXA (OU COEFICIENTE) DE INCIDÊNCIA

Conceito

Refere-se ao número de casos novos confirmados de Covid-19, em todas as suas formas, por 100 mil habitantes, na população do Distrito Federal, no ano considerado. Da mesma forma, na epidemiologia, costuma-se considerar o período de um ano, mas pode-se usar, também, períodos de tempos menores, como mês ou semana.

E a definição de caso confirmado de Covid-19 baseia-se em critérios adotados pelo Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica do SUS, específicos para a pandemia.

Como se calcula

Divide-se o número de casos novos confirmados de Covid-19, no DF, em um período considerado (ano, mês ou semana) pela população total residente e multiplica-se o resultado por 100 mil:

 

Qual sua função

A taxa de incidência estima o risco de um indivíduo vir a ser atingido pela Covid-19, em qualquer de suas formas clínicas, no espaço geográfico considerado e no período definido.

A ocorrência de casos indica a persistência de fatores favoráveis à propagação do coronavírus 2, que se transmite de um indivíduo a outro, principalmente a partir de secreções das vias aéreas – gotículas ou aerossóis -, provenientes de pessoas infectadas, diagnosticadas ou não.

A taxa ou coeficiente de incidência serve para analisar a variação temporal e geográfica, a partir de séries temporais (por ano, mês ou semana), na área geográfica considerada, de forma proporcional ao tamanho populacional. Também subsidia os processos de planejamento, gestão e avaliação das políticas e ações de saúde – em especial as medidas de contingenciamento da pandemia, visando diminuir a velocidade e a intensidade da transmissão e o risco de uma comunidade adoecer pela Covid-19.

Exemplos de séries temporais, considerando diferentes períodos.

1.Taxa de incidência de Covid-19, no DF, no ano de 2020.

O último dado (semana 45) nos aponta que o risco de um indivíduo contrair Covid-19, no DF, neste ano de
2020, é de 7.088 infectados em cada 100 mil residentes. Esta taxa de incidência poderá, futuramente, ser
comparada com as taxas de 2021, 2022 e assim por diante, o que mostrará o comportamento da doença, no
DF, no decorrer do tempo.

2. Taxa de incidência de Covid-19, no DF, por semana epidemiológica, em 2020

Cálculo:

Nota-se que, ao contrário da taxa de incidência anual (2020), que sobe continuamente enquanto ocorrem casos novos, a taxa de incidência por semana epidemiológica, no DF, mostra diminuição. Na semana 33, os dados mostram que, a cada 100 mil habitantes, 467 indivíduos contraíram a doença, ao passo que na semana 45, apenas 85,5 em cada 100 mil foram vítimas da Covid-19.

Limitações

Da mesma forma que a incidência, a qualidade dos dados da taxa de incidência depende das condições técnico-operacionais do sistema de vigilância em saúde e dos serviços assistenciais, em toda a área do DF, para detectar, notificar, investigar e confirmar casos de Covid-19.

Um Inquérito Epidemiológico – estudo seccional, de cunho amostral, levado a efeito quando as informações existentes são insuficientes ou questionáveis -, realizado pela Universidade Federal de Pelotas (RS), registrou uma subnotificação de casos de Covid-19 (por meio de testes sorológicos em amostras representativas da população brasileira, que medem a presença de anticorpos antiCovid-19 no organismo) de cerca de 7 vezes. Ou seja, o estudo sugere que número real de infectados em todo o Brasil deve ser 7 vezes maior do que o número de casos confirmados de Covid-19 registrados nos boletins epidemiológicos oficiais.

Ressalte-se que o critério definido pela OMS e adotado pela Escola para ser utilizado como referencia para a avaliação de condições de flexibilização foi a taxa de incidência semanal (espaço temporal de uma semana). A taxa de incidência mostrada nos Resumos do Observatório Covid-19 da Escola Moara mostra-se sempre crescente porque o período adotado no cálculo, pelas fontes oficiais que consultamos, refere-se ao ano de 2020, desde o início da epidemia. Então, enquanto houver casos novos confirmados neste ano, mesmo que em frequência decrescente, a taxa vai mostrar curva ascendente, embora em grau e velocidade menores. Quando se adota a taxa de incidência por semana epidemiológica (em lugar de anual), podemos ver as taxas diminuindo conforme o decréscimo do número de casos novos confirmados em cada semana, como pode ser observado no gráfico abaixo.

| Casos novos x taxa de incidência (semanal) |

 

No gráfico seguinte podemos verificar que, ao utilizarmos a taxa de incidência por um período anual a intensidade do seu crescimento diminui (curva menos íngreme) à medida que diminui a quantidade efetiva de casos novos.

| Taxa Incid. (log) X Casos Novos (log)) |

 

No quadro abaixo podemos verificar as taxas de incidência (anual) por RAs, segundo fontes do GDF. Podemos observar uma incidência alta em Sobradinho I, Riacho Fundo I, Taguatinga e Lago Sul. Vale ressaltar que os valores são baseados nos dados acumulados desde o início da pandemia. Estes números nos informam que pessoas que residem nestas RAs têm risco maior de adoecer por Covid-19.

 

A taxa de ocupação de leitos adultos de UTI no DF diminuiu no setor público e no aumentou no setor privado quando comparado com a semana anterior.

O número absoluto de casos novos (ou incidência) de Covid-19 na semana 45. Os números mostram um decréscimo considerável de casos novos o que pode sugerir uma tendência mais nítida de diminuição da transmissão quando agregamos a estes dados a avaliação de outros dados como, por exemplo, taxa de incidência e o Rt.

  • semana 33: 14.270 casos novos
  • semana 34: 11.033 casos novos
  • semana 35: 12.399 casos novos
  • semana 36: 9.079 casos novos
  • semana 37: 7.041 casos novos
  • semana 38: 7.448 casos novos
  • semana 39: 5.512 casos novos
  • semana 40: 6.175 casos novos
  • semana 41: 4.786 casos novos
  • semana 42: 4.735 casos novos
  • semana 43: 4.457 casos novos
  • semana 44: 4.484 casos novos
  • semana 45: 2.605 casos novos

Entretanto, devemos atentar para alguns aspectos: i) a curva do total de casos novos, acumulados desde o início da pandemia, continua em ascensão, apesar de mostrar menor frequência; ii) a curva de casos novos, por semana epidemiológica, mostra diminuição.

O número absoluto de óbitos nesta semana epidemiológica 45 diminuiu em relação à semana anterior pela terceira vez consecutiva, conforme verificamos abaixo:

  • semana 33: 246 óbitos
  • semana 34: 299 óbitos
  • semana 35: 193 óbitos
  • semana 36: 250 óbitos
  • semana 37: 183 óbitos
  • semana 38: 165 óbitos
  • semana 39: 135 óbitos
  • semana 40: 126 óbitos
  • semana 41: 103 óbitos
  • semana 42: 127 óbitos
  • semana 43: 84 óbitos
  • semana 44: 60 óbitos
  • semana 45: 45 óbitos

O número reprodutivo efetivo (Rt), em média, no DF, nesta semana, está em 0,90, com um IC de 95% o que o mantém em uma faixa de 0,8 -1,0. Porém, verifica-se que este valor tem valores diferentes, dependendo da região administrativa, sendo Paranoá, ParkWay, RiachoFundo II e Sobradinho II as RAs com valores que indicam crescimento da epidemia nesses locais, conforme quadro demonstrado no corpo deste Resumo. Valores acima de 1,2 podem ser alarmantes, enquanto que acima de 1,5 podem caminhar para um descontrole da pandemia. Valores abaixo de1indicam uma regressão da epidemia até seu término; valores abaixo de 0,8 provêm um intervalo de segurança satisfatório, que deve ser visto com um nível de criticidade de atenção e sem negligenciar as medidas de controle da pandemia como, por ex., uso de máscaras, higiene das mãos e distanciamento físico.

Destaca-se, neste Resumo, o registro de oito RAs classificadas no nível verde (acompanhamento), com números de reprodução abaixo de 0,8 : Arniqueira, Ceilândia, Itapoã, PôrdoSol, RiachoFundo I, Santa Maria, SCIA e Taguatinga.

A tabela abaixo de indicadores de referência nos mostra um cenário relativamente favorável da pandemia de Covid-19 em relação aos meses anteriores. Pode-se perceber uma nítida tendência de queda dos principais indicadores, apesar de algumas oscilações.

A queda das internações hospitalares sugere diminuição de casos graves de síndrome respiratória aguda grave; e a queda das taxas de mortalidade pode apontar para um melhor conhecimento do curso da doença e melhor desempenho processo assistencial.

O momento parece favorável à busca de alternativas à situação vigente, em especial na área da educação onde as avaliações apontam para uma revisão das medidas até aqui adotadas.

Entretanto, devemos considerar o que está acontecendo nos principais países europeus afetados pela Covid-19: depois de um período (de inverno) de alta dramaticidade pelo alto número de casos graves, Itália, França, Espanha e Inglaterra, entre outros, retiraram quase todas as medidas de contingenciamento durante o verão, quando os dias são longos (14 horas de sol em média). O resultado é uma segunda onda da pandemia, que parece tão grave quanto a primeira. Entretanto, diferentemente das decisões adotadas na primeira onda, quando o fechamento das escolas foi uma das primeiras medidas, em quase todos os países, agora, estes países mantêm as escolas preferentemente abertas, enquanto restringem com mais vigor outros tipos de atividades.

Um estudo publicado na prestigiosa revista científica Nature, sugere que as escolas do ensino fundamental não estão entre os principais espaços formadores de clusters – locais que disseminam a transmissão da Covid-19.

( https://www.nature.com/articles/d41586-020-02973-3)

 

Indicadores

Critérios

Número de casos e as taxas de incidência

1) diminuição constante nas últimas 3 semanas (21 dias) de número de casos novos por cem mil habitantes

2) diminuição constante nas últimas 3 semanas (21 dias) de número de casos novos

Indica, com um intervalo de aproximadamente três semanas, que o número total de casos está diminuindo.

Número de óbitos e as taxas de mortalidade

1) diminuição constante nas últimas 3 semanas (21 dias) de número de óbitos por cem mil habitantes

2) diminuição constante nas últimas 3 semanas (21 dias) de número de óbitos

Indica, com um intervalo de aproximadamente três semanas, que o número total de casos graves que levam a óbito está diminuindo.

Número reprodutivo efetivo (R1)*

1) O valor R deve estar abaixo de 1, sendo ideal 0,50

2) Diminuição de pelo menos 50% durante um período de três semanas, a partir do último valor máximo, e diminuição constante na incidência observada de casos confirmados e prováveis.

Isso indica uma redução na transmissão pela metade durante um período de três semanas ou menos, a partir do último valor máximo, desde que a estratégia de teste seja mantida ou reforçada para testar uma porcentagem maior de casos suspeitos

Disseminação geográfica da epidemia

Acompanhamento da disseminação da pandemia pelas diferentes regiões do DF.

Indica a situação da epidemia nos diferentes locais de domicílio dos estudantes.

Taxa de ocupação de leitos de UTIs dos hospitais do DF e entorno

1) Pelo menos 30% de leitos disponíveis

2) Diminuição constante do número de hospitalizações e internações em UTI de casos confirmados e prováveis pelo menos nas últimas duas semanas (15 dias)

Indica uma diminuição no número de casos, com um lapso de aproximadamente uma semana, desde que os critérios de hospitalização não tenham sido alterados

*Esta taxa tem sido alvo de recentes estudos quanto a sua função de indicador no controle da disseminação do COVID 19 pela comunidade cientifica mundial, em especial nos países de grande desigualdade social.