Covid-19 · Resumo · Semana 37 · Semana epidemiológica

ResumoDF – #06

Semana epidemiológica 37
(DE 06 a 12 DE SETEMBRO)

A situação da epidemia de Covid-19 no Distrito Federal (DF), na semana 37 mostra o seguinte quadro.

O número acumulado de casos confirmados subiu de 168.605, na semana 36, para 175.648 na semana 37.

O núrero de casos novos foi de 7.043 em sete dias. Para efeitos de comparação, na semana 36 foram 9.079 casos novos, ou seja, tivemos uma diminuição de número de casos novos esta semana.

| Números de casos confirmados |
Ministério da Saúde e Secretárias Estaduais https://covid19br.wcota.me/ – Acessado em 14/09/2020

 

Dos casos residentes do Distrito Federal, as Regiões Sudoeste e Oeste detém omaior número absoluto de casos confirmados. As maiores incidências foram registradas nas Regiões Administrativas Sobradinho I e Lago Sul. (Fonte: PAINEL COVID-19. Dados atualizados até 13/09/2020às 18h:00)

Distribuição geográfica de incidência de casos por 100 mil habitantes, segundo Região Administrativa. Distrito Federal, 12 de setembro de 2020

Fonte: SSP e SES/DF. PAINEL COVID-19. Dados atualizados até 12/09/2020 às 18h:00 | Gradiente de cores segundo valor da taxa

 

A taxa de incidência, que mostra o número de casos novos para cada 100 mil habitantes, subiu de 5.477 (semana 36), para 5.793, na semana 37, o que mostra a epidemia ainda em ascensão, visto que, mesmo em quantidade menores, ainda continuamos a ter casos novos.

| Número de casos por 100.000 hab |
| (Incidência) |
FIOCRUZ. Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT). MonitoraCovid-19. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/. Acessado em 14/09/2020

 

De 27/08 até 04/09(data da última atualização) foram realizados 20.474 testes, sendo 11.289 testes rápidos e 9.185 PCR, conforme gráfico abaixo.

http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/testes/ acessado em 14/09/2020

 

“A metodologia utilizada é o diagnóstico molecular através da técnica de RT-qPCR (PCR em tempo real). A capacidade de testagem é definida pela capacidade analítica dos equipamentos instalados (extratores automatizados de RNA, termocicladores, etc), assim como pelo quadro técnico responsável pela execução dos testes.

Testes rápidos (IgM/IgG) NÃO têm função de diagnóstico de infecção por Covid-19, têm relevante utilização no mapeamento do status imunológico de uma população (que já teve o vírus ou foi exposta a ele). Tal mapeamento pode contribuir de forma positiva no processo de relaxamento das medidas restritivas, ou seja, quando do controle pandêmico, o mapeamento imunológico terá significativa relevância por ocasião do retorno das atividades.

O teste deve ser realizado apenas em pessoas sintomáticas, que receberam diagnóstico de síndrome gripal. Devem ser realizados a partir do oitavo dia do início dos sintomas de síndrome respiratória, como febre, tosse, dificuldade para respirar ou dor de garganta, para detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.” (Fonte: Laboratório Central de Saúde do Distrito Federal (Lacen-DF)

O número absoluto de óbitos acumulados em todo o DF também subiu de 2.700 (semana 36) para 2.883 na semana 37. Nesta semana o GDF registrou 183 óbitos, 67 óbitos a menos que na semana 36.

| Números de óbitos confirmados |
Ministério da Saúde e Secretárias Estaduais https://covid19br.wcota.me/ – Acessado em 14/09/2020

 

A taxa de mortalidade por Covid-19, que mostra o número de óbitos para cada 100 mil habitantes, aumentou de 88,45 para 94,97.

| Número de óbitos por 100.000 hab |
| (Mortalidade) |
FIOCRUZ. Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT). MonitoraCovid-19. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/. Acessado em 14/09/2020

 

O número de leitos de UTI exclusivo para pacientes apresenta diminuição em relação à semana anterior, conforme quadro abaixo. O GDF manteve a classificação na zona de alerta crítico intermediário.

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 14/09/2020

 

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 14/09/2020

 

O tempo médio de internação na UTI é de 15 dias e a fila para pacientes já diagnosticados por PCR com Covid-19 é de 6 pacientes em espera.

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 14/09/2020

 

A taxa de ocupação hospitalar diminuiu também na rede particular passando de 82,63% de ocupação na semana 36 para 74,40% na semana 37.

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 14/09/2020

 

O número reprodutivo efetivo (Rt), que mostra quantas pessoas cada paciente de Covid-19 contamina, em média, está, na semana 37, entre 0,8 e 1,1 com IC de 95% .

| Número Reprodutivo Efetivo Ajustado (Rt) |
Ministério da Saúde e Secretárias Estaduais https://covid19br.wcota.me/ – Acessado em 14/09/2020

 

Em resumo

A taxa de ocupação de leitos adultos de UTI no DF diminuiu no setor público e privado.

O número absoluto de casos novos de Covid-19 na semana 37 foi menor que o das quatro semanas anteriores:

  • semana 33: 14.270 casos novos
  • semana 34: 11.033 casos novos
  • semana 35: 12.399 casos novos
  • semana 36: 9.079 casos novos
  • semana 37: 7.041 casos novos

Este quadro pode indicar uma tendência de queda da evolução da pandemia no DF. A cautela é necessária, pois ainda acontece um alto grau de transmissão comunitária.

O número absoluto de óbitos revela comportamento diverso:

  • semana 33: 246 óbitos
  • semana 34: 299 óbitos
  • semana 35: 193 óbitos
  • semana 36: 250 óbitos
  • semana 37: 183 óbitos

Verifica-se uma oscilação dos números, o que ainda não permite uma definição clara de tendência da mortalidade específica por Covid-19 no DF.

De acordo com o Informativo do dia 12 de setembro de 2020, Informe nº 194, Síntese diária de óbitos registrados em 12 de setembro a análise de tendência e oscilação, relata a seguinte situação: “A média de casos por data do início dos sintomas, apresentou um tendência de crescimento acentuado desde o início da pandemia até primeira quinzena de junho, com oscilação decrescente na segunda quinzena. Em julho observa a retomada do crescimento de casos e um padrão de oscilação que se manteve entre a segunda quinzena de julho e a primeira de agosto. Devido às ações de investigação epidemiológica a tendência de queda observada a partir da segunda quinzena de agosto pode sofrer alterações. Em relação aos óbitos a média móvel mostra uma tendência crescente desde o início da pandemia, sendo a maior média móvel observada de 37,1 em 12 de agosto. A tendência de queda nas últimas semanas pode ser explicada pelos óbitos que ainda permanecem em investigação neste período.” (grifo nosso). (http://www.saude.df.gov.br/boletinsinformativos-divep-cieves/)