Covid-19 · Resumo · Semana 34 · Semana epidemiológica

ResumoDF – #03

Semana epidemiológica 34
(de 16 a 22 agosto de 2020)

A situação da epidemia de Covid-19 no Distrito Federal (DF) na semana de 16 a 22 de agosto de 2020 mostra a situação abaixo.

O número acumulado de casos confirmados subiu de 136.094, na semana 33, para 147.127 casos confirmados. Houve um aumento de 11.033 casos novos em sete dias, porém o número foi menor que na semana anterior. Nesta semana (34) foram registrados 3.237 casos a menos do que na semana 33, quando aconteceram 14.270 casos. A média de casos novos por dia na semana foi de 1.576.

Porém, a taxa de incidência, que mostra o número de casos novos para cada 100 mil habitantes, subiu de 4.423 (semana 33) para 4.820 na semana 34. O que significa que temos mais pessoas infectadas. Na semana passada tínhamos 4.423 pessoas infectadas em um grupo de 100 mil habitantes; esta semana temos, neste mesmo grupo, 4.820 pessoas infectadas. Diminuímos o número absoluto de novos infectados, mas aumentamos a incidência porque o número de casos continua a crescer, embora em velocidade menor.

| Números de casos confirmados |
Casos confirmados (em 22.8.2020) – Fonte de dados: Ministério da Saúde e Secretárias Estaduais

 

| Número de casos por 100.000 hab |
| (Incidência) |
Incidência por 100.000 hab. (em 22.8.2020) – Fonte de dados: MonitoraCovid-19 @ Fiocruz | ICICT | LIS

 

Os locais de maior incidência são, pela ordem: Águas Claras, Lago Sul, Sobradinho, Sudoeste/Octogonal e Taguatinga.

Casos Novos

Incidência

Região Administrativa

1613

462.5

Ceilândia

1543

685.7

Plano Piloto

1468

713.7

Taguatinga

934

814.6

Águas Claras

878

654.0

Guará

873

371.8

Samambaia

647

454.3

Gama

561

789.3

Sobradinho

549

286.9

Planaltina

464

361.5

Santa Maria

391

720.1

Sudoeste/Octogonal

341

259.6

Recanto das Emas

324

451.1

Vicente Pires

280

269.0

São Sebastião

242

804.7

Lago Sul

225

527.0

Riacho Fundo

198

535.3

Lago Norte

192

617.8

Cruzeiro

175

276.0

Brazlândia

150

270.6

Jardim Botânico

148

203.1

Paranoá

130

543.5

Núcleo Bandeirante

126

555.7

Park Way

120

140.0

Riacho Fundo II

66

141.6

Arniqueira

64

388.1

Candangolândia

61

170.4

SCIA

61

77.3

Sobradinho II

59

94.8

Itapoã

47

53.1

Pôr do Sol

13

147.7

Varjão

10

106.8

Fercal

https://covid19.ssp.df.gov.br/extensions/covid19/covid19.html#/ acesso 22/08/2020

 

Como podemos observar nos mapas abaixo, embora tenhamos mais casos em números absolutos na Ceilândia, Lago Sul e Plano Piloto, estes não são os lugares de maior incidência na população.

Distribuição geográfica de número de casos, segundo região administrativa.

(Quanto mais forte a cor mais casos)

Em 22.08.2020 – https://covid19.ssp.df.gov.br/extensions/covid19/covid19.html#/

 

Distribuição geográfica de número de casos por 100 mil habitantes, segundo região administrativa (Quanto mais forte a cor mais casos)

Em 22.08.2020 – https://covid19.ssp.df.gov.br/extensions/covid19/covid19.html#/

 

A maioria dos casos confirmados em números absolutos e de incidência, continuam a ser maiores na faixa de 30 a 49 anos.

O número absoluto de óbitos acumulados em todo o DF também subiu de 1.958 (semana 33) para 2.257 na semana 34.

| Números de óbitos confirmados |
Óbitos confirmados (em 22.8.2020) – Fonte de dados: Ministério da Saúde e Secretárias Estaduais

 

| Número de óbitos por 100.000 hab |
| (Mortalidade) |
Óbitos por 100.000 hab. (em 22.8.2020) – Fonte de dados: MonitoraCovid-19 @ Fiocruz | ICICT | LIS

 

Os efeitos da Covid-19 refletidos nos óbitos podem ser observados no intervalo de aproximadamente 30 dias após o diagnóstico, por este ser o tempo médio entre o diagnóstico, internação e desenvolvimento da doença. Assim, os óbitos relatados nas últimas semanas reportam as identificações de novos casos de semanas anteriores. Ou seja, número alto de casos identificados nas semanas epidemiológicas 32 e 33 repercutirá no número de óbitos por Covid-19 nas próximas semanas.

O número de casos confirmados está relacionado à quantidade de testes disponíveis e realizados. Valor que impacta os dados epidemiológicos, uma vez que, quanto menor o número de testes realizados, menor a capacidade de identificar novos casos. Esta semana não foi atualizada a quantidade de testes efetuados pelo GDF.

O número reprodutivo efetivo (Rt), que mostra quantas pessoas em média cada paciente de Covid-19 contamina está entre 0,8 e 1,2, na semana 34, não apresentando variação em relação à semana 33.

| Número Reprodutivo Efetivo Ajustado (Rt) |
Número Reprodutivo Efetivo Ajustado (Rt – 22.8.2020) – Fonte de dados: Ministério da Saúde e Secretárias Estaduais

 

O número de leitos de UTI (neonatal, pediátrica e adulta) ocupados nos hospitais do DF subiu de 84,68% para 87,64% nos hospitais públicos, e nos hospitais privados baixou de 92,57% para 90,67%. Há uma lista de espera de 56 pacientes entre adultos e crianças para leito nos hospitais públicos. Os hospitais privados não divulgam esta informação.

A lista de espera aumentou em relação à semana epidemiológica 33 e, embora a taxa não aponte uma ocupação de 100% dos leitos, a quantidade de pacientes em lista de espera continua a nos mostrar um sistema em alerta vermelho devido à exaustão da própria capacidade de atendimento. Devemos considerar que o tempo médio de internação, segundo dados da SES DF, é de 15 dias.

| Taxa de Ocupação da Rede pública |
Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 22/08/2020

 

| Taxa de Ocupação da Rede privada |
Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 22/08/2020

 

Observamos esta semana uma taxa de ocupação de enfermaria de Covid19 de 80,19% nos hospitais públicos.

Portal Covid-19@GDF – http://www.coronavirus.df.gov.br/index.php/leitos/ acesso 22/08/2020

 

Apesar do crescimento da curva de casos novos apresentar aceleração menor, o aumento permanece em patamar alto o que pode resultar em demanda por internações de pacientes em um sistema já sobrecarregado.

O número cada vez maior de pessoas nas ruas, por flexibilização das medidas de contenção, coloca mais gente em exposição. Pela observação dos dados desta e das últimas semanas epidemiológicas, a situação no DF aponta para uma permanência de números altos de casos novos. A perspectiva é de manutenção de um platô alto de contaminação da doença, caso nenhuma nova medida de contenção seja efetivada. O tempo médio de internação na UTI de um paciente é de 15 dias, a fila hoje tem 56 pacientes, continuamos em uma situação de esgotamento da retaguarda de leitos de UTI no DF.